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VW Taos chega depois, e quer ser o azarão dos SUVs

Criado em 25/11/2021

O SUV médio da marca alemã tem como pontos fortes o bons espaço interno, nível de equipamentos e conjunto mecânico.

O último colocado não ganha medalha. Será que a frase cunhada nas Olimpíadas vale também como gancho para o Volkswagen Taos, último lançamento entre as recentes novidades em SUVs médios no país? 

Os concorrentes diretos do candidato alemão ao pódio são o também recém-lançado japonês Toyota Corolla Cross e o ítalo-americano Jeep Compass, que domina o circuito praticamente desde o seu lançamento, em 2016. Porém, a lista de rivais é longa, já que o segmento é um dos queridinhos do público brasileiro. Mas para usar como comparação para esta avaliação, vou ater a minha atenção apenas ao mais vendido e o mais recente.

 Falando sobre equipamentos, dois pontos favoráveis ao Taos são a tela de instrumentos totalmente digital e configurável de 10,25 polegadas, maior entre os seus pares (o Corolla tem ainda parte da tela analógica) e a central multimídia, a VW Play de 10 polegadas com resolução HD, que é compatível Android Auto e Apple Car Play (este último sem fio), uma das mais modernas do país.

Espaço para todos e para tudo. 

Se fosse um atleta, o Taos seria um daqueles corpulentos, grandes, típicos do arremesso de peso ou do wrestiling. Digo isso pelo tamanho avantajado do seu espaço interno. Trata-se de um dos maiores da sua categoria. Por exemplo, no entre-eixos,  medida que garante mais conforto aos ocupantes, o modelo da VW traz 2,69 metros, seis centímetros a mais do que o rival da Jeep. Quando o assunto é porta-malas, outra imensidão. São 498 litros de capacidade contra 440 do Toyota.

O desenho do carro também ajuda a acomodar bem os mais altos. Eu, por exemplo, com 1,90 metro de altura, me encaixei como uma luva nos bancos do motorista e traseiro, mesmo com o assento da frente ajustado para mim. Algo raro de acontecer, mesmo neste tipo de segmento. 

E como anda? 

A VW calibrou bem o propulsor 1.4L turbo com injeção direta para o Taos. Os 150 cavalos de potência máxima e 25,5 Kgf.m de torque máximo dão agilidade na medida sem comprometer o consumo de combustível.

Durante o nosso teste, o modelo chegou a marcar 11km/l de consumo de gasolina, num percurso misto. O que é um bom número para um carro deste porte e que pesa 1.420 quilos. Além disso, segundo dados do fabricante, o modelo acelera de 0 a 100km/h em apenas 9,3 segundos e a velocidade máxima é de 194 km/h.

O VW Taos roda tranquilo, filtra bem buracos e irregularidades do asfalto. A suspensão, que conta com uma eficiente multibraço na traseira, é bem adaptada para o nosso piso. Trabalha sem sobressaltos ou grandes oscilações em curvas e a cabine tem bom isolamento acústico.

O novo modelo cumpre bem o papel de um SUV familiar. Sua mecânica é eficiente, transmite segurança. O câmbio de seis marchas trabalha bem para não ser notado.

Conclusão

A Volks pode ser considerada como uma das últimas grandes montadoras a entrar no ringue dos SUVs, mas nem por isso tem feito feio, pelo contrário.

Se há alguns anos só podia contar com os luxuosos Touareg ou Tiguan, hoje tem um arsenal para todos os gostos. Principalmente depois do lançamento do Nivus e agora o Taos. O T-Cross ainda completa o quadro da marca, no segmento dominado por Renegade e Creta.

Se fosse um atleta, sem dúvida o VW Taos teria boas habilidades para fazer bonito numa prova. Espaço interno, bom nível de equipamentos, conjunto mecânico e tecnologia são os seus pontos fortes.

A questão é que a concorrência também está bem treinada e traz bons argumentos de compra. Seja pelo nível de acabamento, equipamentos exclusivos ou até motorização híbrido. Fato é que a prova final chega com bons candidatos ao título e o Taos, sem dúvida, é um dos fortes postulantes à medalha de ouro.