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TAOS

Criado em 25/11/2021

Teste: Volkswagen Taos é o mais rápido entre Corolla Cross e Compass.
Sem ousadias visuais ou mecânicas, o SUV aposta em espaço, desempenho e prazer ao dirigir para chamar atenção no segmento mais comentado do ano .
Compass e Corolla Cross. Esses foram os nomes mais falados no início de 2021, quando o assunto da roda era SUVs. Um terceiro nome também aparecia, só que de um jeito mais tímido, talvez pela incerteza de quando chegaria às lojas.
É o Volkswagen Taos, que faz sua estreia neste mês de junho prometendo atrapalhar a vida fácil do Jeep (líder absoluto do segmento), ofuscar o lançamento do recém-chegado Toyota e, finalmente, cair na boca (e nas garagens) do povo.
O Taos é fabricado na planta de General Pacheco, na Argentina, e chega em duas versões: Comfortline (R$ 154.990) e Highline (R$ 181.790). A que ilustra estas páginas é uma terceira opção: uma série especial de lançamento, que custa R$ 191.060, é baseada na topo de linha Highline e tem itens exclusivos. Entre eles, sistema de som Beats com oito alto-falantes e subwoofer, rodas escurecidas e teto e retrovisores pintados em preto. A VW não divulgou até quando o pacote ficará disponível.
De qualquer forma, o SUV é bem equipado desde a versão mais barata. São seis airbags, sensores de estacionamento, piloto automático (adaptativo na Highline), central VW Play com 10,1 polegadas (compattível com os sistemas Android Auto e Apple CarPlay), freio de estacionamento elétrico e detector de fadiga.
A Comfortline tem quadro de instrumentos digital com tela de 8 polegadas, que aumenta para 10,25 na Highline, e faróis de led, que na versão mais cara ganha sistema IQ Light, grande diferencial do modelo com ajustes adaptativos do facho de acordo com a situação, levando em conta velocidade do carro e iluminação da via.
Entre os modos de funcionamento dos faróis estão: City Light, que ilumina trechos mais próximos do carro em perímetro urbano entre 10 e 35 km/h; Motorway Light, que ilumina trechos mais distantes em velocidades acima de 110 km/h; e Country Light, que liga os faróis baixos automaticamente acima dos 35 km/h. Há também facho alto automático e acompanhamento de trajetória em curvas.
Um ponto negativo está nas conexões USB, que são três, todas do tipo USB-C. Apesar de mais modernas, elas ainda não são comuns para grande parte dos brasileiros.
O Taos mostra cuidado no acabamento, com bons encaixes e materiais de boa qualidade, apesar de o painel ser todo feito com plásticos rígidos. Mesmo assim, aparência e texturas são agradáveis e passam a impressão de refinamento. Os traços do painel remetem aos irmãos mais baratos Polo, Virtus e T-Cross, com as saídas de ar abaixo da central multimídia, que parece se ligar ao quadro de instrumentos, e um aplique central de plástico brilhante, que dá ares de modernidade.
O porta-malas também merece elogios por ser o maior entre os rivais: são 498 litros, contra 410 litros do Jeep e 440 litros do Toyota. O acesso é bom para grandes objetos e o generoso ângulo de abertura reduz o risco de se bater a cabeça na tampa. Para fechar o porta-malas, há uma alça interna no lugar de apenas um nicho. É uma boa e prática solução.
A versão Highline ganha ainda a faixa luminosa na grade, que parece cortar o novo logo da Volkswagen. Esse ornamento herdado da linha de elétricos da marca, a ID, é mais discreto do que pode parecer e fica ofuscado justamente pela quantidade das grades em colmeia, mesmo em partes sem entradas de ar. Isso acaba pesando no visual.
O SUV também passou pela prova de consumo de combustível com bons números. Com gasolina, ele registrou as médias de 11,4 km/l em ciclo urbano e 14,3 km/l em ciclo rodoviário.
A transmissão tem trocas suaves e mantém a rotação do motor baixa, privilegiando o consumo. A 100 km/h, em sexta marcha e no modo Eco, o motor gira a 1.750 rpm.
 
Veredicto
Com muito espaço, bom desempenho e prazer ao dirigir, o Taos é o elemento que faltava no segmento. A disputa será boa.