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O VW T-Cross venceu comparativo do Autoesporte contra o novo Nissan Kicks.

Criado em 25/11/2021

Colocamos o Kicks para brigar com o líder do segmento, o queridinho Volkswagen T-Cross. A versão topo de linha do SUV da fabricante japonesa, a Exclusive CVT, foi lançada por R$ 119.890, praticamente o mesmo valor do alemão na configuração intermediária Comfortline, que sai por R$ 121.090.
Mas não são só os preços compatíveis. Mesmo com as mudanças estéticas, o Kicks não teve alterações mecânicas, mantendo o motor 1.6 16V aspirado de 114 cv, independentemente do combustível. E embora o T-Cross seja equipado com um 1.0 de três cilindros, o turbo faz toda a diferença, o que o torna mais potente: são 128 cv com etanol e 116 cv com gasolina. Então, deixe de lado o preconceito bobo de que motor 1.0 “não anda nada”.
O Volkswagen acelera até os 100 km/h em 10,6 segundos, enquanto o concorrente cumpre a prova em 11,9 s. Já a retomada de 40 km/h a 80 km/h é 0,5 s mais lenta no Nissan e chega a demorar mais de 1,6 s de 80 km/h a 120 km/h. Para estancar vindo a 100 km/h, o alemão precisa de 39,1 metros, enquanto o japonês faz o mesmo em 51,1 m.
Os números da pista se traduzem em um desempenho mais prazeroso ao volante do T-Cross. Ele é mais ágil especialmente nas arrancadas e não perde o fôlego em trechos mais íngremes, ao contrário do Kicks.
Além do detalhe do turbo, o que explica essa diferença no comportamento é o câmbio. No Volkswagen, o câmbio automático de seis marchas tem um funcionamento mais harmonioso, fazendo as trocas com rapidez para que o carro não perca força quando é necessário.
Já o CVT do modelo da Nissan, que simula seis marchas, até vai bem no dia a dia, ajudado pela leveza do veículo — a diferença entre os dois é de 166 kg. Mas, como em todo câmbio CVT, é só precisar pisar mais fundo para que o motor suba de giro rapidamente e comece a “gritar”. Há ainda um botão Sport que deveria deixar as respostas de aceleração mais rápidas, mas não dá para perceber muita diferença durante a condução. A impressão é de que ele fica mais barulhento, além de aumentar o consumo.
Se você vai gastar menos para abastecer o japonês, na hora da manutenção a balança volta a pender para o lado do alemão, já que suas três primeiras revisões são de graça, enquanto as do rival saem por R$ 1.430. Por fim, o seguro do T-Cross também sai relativamente mais em conta.
No fim das contas, a escolha mais racional dá a vitória ao T-Cross, mas o Kicks é um ótimo rival. Se sua pegada é uma performance mais esportiva, vá de Volkswagen.
Mesmo que o Kicks tenha ficado mais belo e seja recheado de tecnologias inéditas na categoria, na hora de dirigir o T-Cross acaba se dando melhor, por oferecer um desempenho mais acertado que o do rival.